quarta-feira, 16 de março de 2011

Tudo Sobre E o vento levou

História
O filme conta a saga da voluntariosa Scarlett O'Hara, filha de um imigrante irlandês que se tornou um rico fazendeiro do sul dos Estados Unidos, durante a guerra civil americana.
Scarlett começa o filme como uma jovem mimada e atrevida que vive na fazenda dos pais. Ela é apaixonada por Ashley Wilkes, filho do fazendeiro vizinho, mas este se casa com Melanie Hamilton. Para fazer ciúmes, logo em seguida Scarlett casa com Charles Hamilton, irmão de Melanie. Após os casamentos, Ashley e Charles partem para a Guerra, que havia acabado de ser declarada. guerra de secessão. Durante esse tempo fora de casa ela começa a sentir na pele o sofrimento, fome e pobreza. Ao voltar para a fazenda dos pais, Scarlett encontra sua mãe morta, seu pai louco e toda a fortuna destruída. Diante dessa situação desesperadora ela toma as devidas providências para não deixar que tomem a sua querida "Tara". Durante esse processo, Scarlett precisa da ajuda de Rhett diversas vezes, chegando até a se casar com ele após a perda de seu segundo marido. Porém, Scarlett nunca se deu muito bem com Rhett, casando com ele por interesse. Só no final do filme Scarlett realmente se apaixona por Rhett, contudo o desfecho é inesperado.
Contudo, Charles morre pouco tempo depois disso. Após ficar viúva, Scarlett vai para a cidade de Atlanta para viver com Melanie e aguardar a volta de Ashley, e acaba por servir ao Sul, como enfermeira, ajudando a cuidar dos feridos da chamada

Bastidores das Filmagens

Ficou famosa em Hollywood a disputa das atrizes pelo papel de Scarlett. Mais de 1400 atrizes foram entrevistadas para o papel, sendo que mais de 400 chegaram a fazer leitura do roteiro. Vivien Leigh, que era inglesa (apesar de nascida na Índia), foi escolhida pelo produtor David O. Selznick quando já haviam iniciado as filmagens. Durante as filmagens do incêndio de Atlanta, ele a viu ao lado de seu marido, o ator Laurence Olivier, e logo lhe ofereceu o papel da heroína sulista. Vivien Leigh trabalhou nos sets de filmagem por 125 dias e recebeu por isso a quantia de 25 mil dólares; já Clark Gable trabalhou por 71 dias e ganhou 120 mil dólares. Durante as filmagens, ninguém na produção acreditava que Vivien Leigh fosse resistir ao charme de Clark Gable. Mas, na verdade, eles não se entendiam, pois ela considerava pouco profissional que ele deixasse o estúdio sempre às seis da tarde, todos os dias. Ele achava um abuso oferecer um papel essencialmente norte americana a uma atriz britânica.Vivien se entendia bem com o diretor George Cukor. Gable preferia Victor Fleming. Vivien odiava o hálito de Gable - ele comia cebolas de propósito, poucas horas antes de gravar - e o cheiro de licor, que a deixava com náuseas. Ele revelou que, quando a beijava, pensava em um bife. Na verdade, na pele de Rhett Butler ou Scarlett O'Hara ou na de Clark Gable e Vivien Leigh, eles jamais se entenderam. Hattie McDaniel tornou-se a primeira artista de origem africana a ser indicada e a receber um prêmio Oscar (o de melhor atriz coadjuvante). Porém, ela não pôde comparecer na première de Gone with the Wind, em Atlanta, por causa das leis racistas.

Atores ainda vivos


Alicia Rhett, nascida em 1915


Olivia de Havilland, nascida em 1916


Mary Anderson, nascida em 1920

Ann Rutherford, nascida em 1920


 
Mickey Kuhn, nascido em 1932

Elenco Principal


Vivien Leigh
Primeiros anos
Vivien Leigh nasceu Vivian Mary Hartley em 5 de novembro de 1913 na cidade de Darjeeling, à sombra do Monte Everest, na Índia; Vivian chegara no final da era de ouro do Império Britânico. Vinda de uma família burguesa inglesa, seu pai, Ernest Hartley, era agente de câmbio e, paralelamente, atuava no teatro amador. No fim da Primeira Guerra Mundial, ele levou a família de volta à Inglaterra. Aos 6 anos de idade, sua mãe, Gertrude, decidiu interná-la no Convento do Sagrado Coração, ainda que ela fosse dois anos mais nova que qualquer outra aluna. O único conforto para a criança solitária era um gato que vagava pelo pátio do convento, e que as freiras a deixaram levar para o dormitório. Sua primeira e melhor amiga na escola era uma menina de 8 anos, que mais tarde também se tornaria estrela: Maureen O'Sullivan, que viera da Irlanda. Na quietude do convento, as duas brincavam de recriar os lugar que haviam deixado, e imaginavam como seriam os que desejavam visitar. Lá, ela se destacou na dança, no violoncelo e nas peças de final de ano. De 1927 a 1932, ela se juntou aos pais na Europa. Os Hartley haviam deixado definitivamente a Índia, onde Vivian nascera. Ela aprendeu a falar fluentemente o francês e o alemão, além de fazer um curso de dicção. Em 1932, aos 18 anos, entrou na Academia Real de Artes Dramáticas de Londres; surpreendentemente, no entanto, ela saiu no outono do mesmo ano, quando decidiu se casar. Vivian conhecera e se apaixonara pelo jovem advogado Hebert Leigh Holman, de 31 anos, e os dois se casaram em 20 de dezembro de 1932. Logo em seguida, em 1933, nasceu Suzanne Holman, a filha do casal. Depois, retornou à Academia Real de Artes Dramáticas de Londres para concluir seus estudos e se tornar uma atriz.
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"Scarlett O'Hara", o auge
Em 1938, Laurence Olivier foi contratado para interpretar Heathcliff na produção de Samuel Goldwyn O Morro dos Ventos Uivantes (1939). Ele desejava que Viv interpretasse seu par-romântico no filme, que acabou com Merle Oberon. Mais tarde, Viv decidiu que precisava vê-lo, e partiu a bordo do Queen Mary. Dizem que, durante a viagem, ela ficava na cabine, lendo o livro E o Vento Levou, de Margaret Mitchell. Viv não só estava ansiosa para rever seu amado Olivier, mas também planejava conquistar o papel de Scarlett O'Hara, a protagonista do filme E o Vento Levou, de 1939.
Pelo que se sabe, Vivien Leigh queria interpretar Scarlett havia muito tempo. O livro de Hugo Vickers, Vivien Leigh publicado em 1988, fala do que houve durante a produção de um filme na Inglaterra, em 1937: "Alguém disse a Laurence Olivier: 'Larry, você daria um ótimo Rhett Butler' (o par-romântico da protagonista de E o vento levou, que acabou sendo interpretado por Clark Gable). Ele apenas riu, mas a discussão sobre o elenco prosseguiu, e Vivien causou um silêncio repentino ao dizer: 'Larry não será Rhett Butler, mas eu serei Scarlett O'Hara. Esperem e verão' ." Isso era, no mínimo, muito curioso, uma vez que ela era uma total desconhecida na América e na época, havia muita divergência sobre quem deveria interpretar Scarlett. A escolha de sua intérprete de fascinou o mundo. Centenas de mulheres fizeram testes, algumas desconhecidas e amadoras, de setembro de 1936 até dezembro de 1938, entre elas Tallulah Bankhead, Paulette Goddard, Jean Arthur, Joan Bennett, Lana Turner e Susan Hayward. O produtor do filme, David O. Selznick, sempre preferia achar uma atriz novata, algum rosto novo que não fosse identificado por papéis anteriores. Atrizes bastante famosas que estiveram cotadas, mas que por várias razões não fizeram o teste, incluem estrelas da época, como Margaret Sullavan, Miriam Hopkins, Joan Crawford, Norma Shearer, Loretta Young, Bette Davis e Katharine Hepburn.
Viv dizia que o livro era maravilhoso e que daria um ótimo filme. Ouviram-na até dizendo: "Eu me escolhi como Scarlett O'Hara. O que acha?". Está claro que Viv falava tanto de Scarlett na esperança que alguém da Selznick International Pictures registrasse seu interesse e investigasse o caso. Em seu livro de 1989, Vivien a love affair in camera o famoso fotógrafo Angus McBean escreveu sobre ela, quem fotografara em inúmeras ocasiões, durante 30 anos. McBean relatou que em 1936 ele foi convidado a levar umas fotos até a casa dela em Londres. Nesse trecho, ela diz: "São maravilhosas (as fotos), Angus, querido. Como eu queria (interpretar Scarlett). Você leu o livro? 'Que livro?' E O VENTO LEVOU, claro. é a minha Bíblia. E vou interpretar Scarlett nem que seja a última coisa que eu faça. Você não leu? precisa ler." E ela lhe deu uma cópia do livro, com esta dedicatória: "Ao querido Angus, com amor. Scarlett O'Hara". Em 1941 David O. Selznick (o produtor de E o vento levou) escreveu um artigo para uma revista, que dizia: "Antes que meu irmão, Myron Selznick, o maior empresário de Hollywood, levasse Laurence Olivier e Vivien Leigh para ver a cena do incêndio de Atlanta, eu nunca vira Vivien. Quando Myron nos apresentou, as chamas iluminavam o rosto dela, e ele disse: 'Quero apresentar Scarlett O'Hara'. Naquele momento, tive certeza de que era a atriz perfeita, pelo menos fisicamente". Mais tarde, os testes, feitos sobre a brilhante direção de George Kukor, mostraram que ela também "estraçalhava" no papel. Depois de várias pré-estréias de gala em dezembro de 1939, E O Vento Levou tornou-se o filme mais famoso, mais assistido e mais aclamado da História, e Vivien Leigh, interpretando Scarlett, foi força motriz dele. O clássico ganhou o impressionante número de 10 prêmios Oscar (incluindo o de melhor filme e, também, o primeiro Oscar dado a uma atriz afro-americana, Hattie McDaniel). Foi aí que Viv ganhou o primeiro de seus dois Oscars de melhor atriz.

Problemas de saúde

Vivien Leigh e Laurence Olivier trabalharam nas peças César e Cleópatra e Antônio e Cleópatra em noites alternadas, para o Festival da Grã Bretanha de 1951. Naquela época, a vida de Vivien estava mudando. Ela, que sofria de tuberculose, também sobreu dois abortos, e foi diagnosticada como maníaco-depressiva. Contudo, o público ainda a amava. Como o ritmo alucinado de trabalho era excessivo, Viv começou a cair em longos períodos de depressão. De fato, ela teve de se afastar do trabalho durante boa parte de 1952. Sua volta ao trabalho, no filme No Caminho dos Elefantes (1953), só piorou as coisas: Viv teve um colapso no set, e precisou ser substituída por Elizabeth Taylor. Em seguida, começaram os boatos sobre a situação de seu casamento com Olivier.

Década de 60


Últimos anos


Em 1960 os boatos sobre a situação do casamento de Vivien Leigh e Laurence Olivier se confirmaram quando ele a abandonou para ficar com a comediante Joan Plowright, 22 anos mais nova do que ele. Ela pediu o divórcio por adultério, que foi concedido a 2 de dezembro de 1960. Depois disso, nunca mais se casou. Em 1963, Viv ganhou um Tony por seu desempenho na comédia musical Tovarich. No ano seguinte, ela voltou a Hollywood para viver outra sulista no filme A Nau dos Insensatos (1965). Em outubro de 1964, ela retornou pela primeira vez à Índia, desde que saíra ainda criança. Ela visitou sua filha, Suzanne.

 

 

 

Morte



Vivien Leigh ensaiava A Delicate Balance, de Edward Albee, em Londres, quando teve uma recaída (causada pela tuberculose que a atormentava havia décadas) e morreu, em 7 de julho de 1967, aos 53 anos quando, além de sua filha, ainda viviam sua mãe e avó. Na época, ela estava morando com o ator John Merivale.


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Curiosidades
Aos 7 anos, com uma determinação que conservaria a vida inteira, Viv decidiu ser atriz; na escola, como só haviam meninas, elas tinham que fazer os papéis masculinos, que Viv sempre achou mais desafiadores. Depois de um ano e meio na escola, a mãe dela voltou da Índia e a levou para assitir à uma peça em Londres e nos seis meses seguintes, Viv, que já se mostrava uma apaixonada por teatro, assistiu o espetáculo 16 vezes. Quando Viv era criança, ainda na Índia, sua mãe a levou para visitar um templo sagrado e uma mulher, quando a viu, disse que ela teria uma vida curta, porém plena e magnífica. E foi justamente isso o que aconteceu. Era uma fumante inveterada. Durante as filmagens de ...E o Vento Levou, fumava em torno de 4 maços de cigarro por dia. Ela trabalhou nos sets de filmagem (em E o vento levou) por 125 dias e recebeu por isso a quantia de 25.000 dólares; já Clark Gable trabalhou por 71 dias e ganhou 120.000 dólares. Durante as filmagens de E o vento levou, ninguém na produção acreditava que Vivien Leigh fosse resistir ao charme de Clark Gable, intérprete de Rhett Butler. Mas, na verdade, eles não se entendiam, pois ela considerava pouco profissional que ele deixasse o estúdio sempre às seis da tarde, todos os dias. Ele, achava um abuso oferecer um papel essencialmente estadunidense a uma atriz inglesa. Leigh se entendia bem com o delicado e compreensivo diretor George Cukor. Gable preferia Victor Fleming. Leigh odiava o hálito de Gable - ele comia cebolas de propósito, poucas horas antes de gravar - e o cheiro de licor, que a deixava com náuseas. Ele revelou que, quando a beijava, pensava em bife. Na verdade, na pele de Rhett Butler ou Scarlett O'Hara ou na de Clark Gable e Vivien Leigh, eles jamais se entenderam. Por ter trabalhado duro durante E o vento levou e conseguido o papel que tanto queria e tanto lhe aclamaria, há relatos que dizem que ela derramou muitas lágrimas e teve muitas crises durante as últimas semanas de gravação do filme.

Foi a primeira não-americana a ser agraciada com o Oscar de melhor atriz. Era apaixonada por gatos siameses. Afirmava que sua personagem favorita era a de Myra Lester, que interpretou em A Ponte de Waterloo (1940). Disse, numa ocasião, que usava um de seus Oscar's como amparo da porta do banheiro. Viv era portadora de uma doença que interferia negativamente na sua vida pessoal e profissional. Essa doença, denominada na época de transtorno maníaco-depressivo, hoje leva o nome de transtorno bipolar, cujo sintoma é a constante mudança do estado de humor, que varia entre um grande estado de excitação e uma prostrante depressão. Esta doença impediu-a de terminar as filmagens do filme No caminho dos elefantes, o que fez com que fosse substituída por Elizabeth Taylor. Consta que, por ocasião das filmagens, Viv teve um caso romântico com o ator principal do filme, o britânico Peter Finch. Numa ocasião, quando estava a bordo de um avião em companhia do amigo David Niven, teve uma grave crise nervosa provocada pela doença e tentou jogar-se porta a fora, sendo impedida por ele. Possui uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, localizada em 6773 Hollywood Boulevard.

Clark Gable

Biografia
Gable era filho do fazendeiro e perfurador de petróleo William Henry Gable,e de Adeline Hepshelman, descendente de alemães e irlandeses. Na verdade o sobrenome do pai de Clark era Goebel, mas foi anglicizado, nos Estados Unidos, para Gable. O departamento de publicidade da MGM criou a ideia de que Gable era descendente de holandeses e irlandeses, e não de alemães, devido à ascendência do nazismo na época do sucesso de Gable, o que poderia sugerir proximidade com o nome de Joseph Goebbels. Clark era o sobrenome de solteira de sua avó.
Com alguns meses de vida, Clark perdeu sua mãe, devido à fragilidade, às condições do parto que a debilitaram, e à epilepsia; há a probabilidade de ela ter falecido de um tumor cerebral. Antes de morrer, a mãe o batizou na religião católica, mas após sua morte, o lado paterno da família não aceitou tal batismo, criando problemas com a família de Adeline, problemas esses que só foram resolvidos quando o pai o mandou para morar com o tio materno, Charles Hershelman, em Vernon, na Pensilvânia. Até os dois anos, Clark esteve sob cuidados dos tios maternos, e então seu pai o levou de volta para Hopedale, Ohio. O pai casara novamente, em abril de 1903, com a chapeleira Jannie Dunlap, mulher culta e gentil que criou Clark como se fosse seu filho. Gable cursou a Hopedale Grade School, depois a Edinburg High School. Aos 14 anos estava com 1,83 metros e 68 kg, e fazia parte de um time esportivo, além de tocar trompete no colégio. Um de seus amigos, Andy Means, conseguira emprego em uma fábrica de pneus, B. F. Goodrich, em Akron, e Gable resoveu acompanhá-lo, abandonando os estudos aos 16 anos. Em Akron, assistiu à peça "The Bird of Paradise", e decidiu que queria ser ator; conseguiu um pequeno trabalho, à noite, na companhia teatral, como "moço de recados". Após um ano, sua madrasta morreu e Clark, acompanhado do pai, foi a contragosto para os campos petrolíferos de Tulsa. Chegou a trabalhar com petróleo, e como domador de cavalos, mas não deixou de lado sua ideia de se tornar ator. Aos 21 anos, herdou do avô 300 dólares, e abandonou os negócios do pai, indo para Kansas City. O pai, frustrado, chegou a ficar 10 anos sem falar com Clark. Em Kansas City, Clark se filiou a uma companhia de teatro ambulante, a Jewell Players, que acabou se dissolvendo após 2 meses; então, partiu para o Oregon, e no caminho chegou a ser vendedor de gravatas numa loja de departamentos, Meier & Frank. Um colega da loja, Earle Larrimore, estava para se juntar a um pequeno grêmio teatral de partida para Astoria, e Gable os acompanhou. Uma das integrantes do grupo, a atriz Franz Dorfler, apaixonou-se por ele, e chegaram a ficar noivos, não chegando a casar. Posteriormente, Dorfler escreveria um artigo denominado "Eu fui namorada de Billy Gable",publicado no livro "The Films of Clark Gable", de Gabe Essoe. Em Portland, no Oregon, Gable trabalhou para um jornal e para a companhia telefônica, enquanto tomava lições de canto. Filiou-se a outro grupo de teatro, dirigido pela ex-atriz Josephine Dillon, 14 anos mais velha que ele, mas que o influenciaria muito. Josephine ensinou-lhe postura, entonação, representação, pagou para arrumar seus dentes e seu estilo de cabelo, preparando-o para a carreira cinematográfica.

Carreira

Apesar de sua relutância em fazer o papel de Rhett Butler em "Gone With the Wind" ("… E o Vento Levou"), em 1939, Gable ficou mais conhecido por esse papel, valendo-lhe nova indicação ao Oscar. Carole Lombard pode ter sido a primeira a sugerir que o aceitasse, e ela seria Scarlett.
Após voltar da Segunda Guerra Mundial, continuou fazendo filmes para a MGM, e seu primeiro filme, então, foi '"Adventure" ("Aventura"), em 1945, ao lado de Greer Garson, que não fez muito sucesso, iniciando o período de declínio de sua carreira. Seus últimos filmes para a companhia foram Mogambo ("Mogambo") e Betrayed ("Atraiçoado"). Em 1955, foi contratado pela 20th Century-Fox, fazendo dois filmes, "O Aventureiro de Hong-Kong" e "Nas Garras da Ambição". Posteriormente, experimentou produzir seus próprios filmes, mas não teve sucesso e desistiu, assinando contrato com a Warner Bros, e depois com a Paramount. O último filme de Gable foi The Misfits ("Os Desajustados"), em 1960, escrito por Arthur Miller, dirigido por John Huston, e co-estrelado por Marilyn Monroe, Eli Wallach, e Montgomery Clift. Este é, também, o último filme de Monroe. Ao longo de sua carreira de 30 anos, Gable fez 67 filmes, isso excluídas as figurações em alguns filmes da época do cinema mudo.

Gone With the Wind

Em "Gone With the Wind", Gable era cogitado para o papel de Rhet Butler, não apenas pela opinião do público, que o escolhera por votação em um concurso da revita Photoplay para o papel, mas também pelo produtor David O. Selznick, que tivera sua primeira negociação com Errol Flynn embargada pela Warner Brothers, que não queria ceder Flynn sem Bette Davis, (sendo que Davis recusara trabalhar com Flynn). A negociação de Gable, porém, era difícil, por ser contratado da MGM, pertencente ao sogro de Selznick, Louis B. Mayer, com o qual Selznick tinha problemas por ter saído da MGM e se filiado à United Artistas, formando a Selznick International. A MGM acabou aceitando ceder Gable, em troca da distribuição mundial do filme. Para ter Gable no filme, Selznick teria pago à MGM cerca de 40 milhões de dólares. Gable, na verdade, nunca pretendeu fazer o papel de Butler, e levou muito tempo para ler "Gone With the Wind", lendo-o mais por insistência de Carole Lombard e dos amigos. No entanto, para o universo popular, Gable é mais conhecido, até os dias atuais, pelo seu papel em "Gone the Wind".

Vida pessoal

Em 1930, divorciou-se de Josephine Dillon e, em viagem a Houston, conheceu uma rica socialite do Texas, 17 anos mais velha do que ele, Rhea Franklin Prentiss Lucas Langham, que se tornou sua companhia constante, ensinando-o a se vestir como um nova-iorquino, com chapéu-coco, polainas e bengala. Eles viriam a se casar em poucos dias, em 30 de março de 1930, mas em junho de 1931 casaram-se novamente, na Califórnia, provavelmente devido às dúvidas pela diferença de leis entre os estados. Ao trabalhar em "The Call of the Wild" ("O Grito das Selvas"), de William Wellman, em 1935, Gable envolveu-se com Loretta Young, com quem teve um caso extraconjugal que resultou no nascimento de uma filha, Judy Lewis.Na época, Loretta relatava ter adotado a menina, com alguns meses de idade.  Acabou se divorciando de Rhea em 1939. Emprestado à Paramount em 1932, para fazer No Man of Her Own ("Casar por Azar"), contracenou com Carole Lombard, na época casada com William Powell, e se tornou seu admirador. Carole, posteriormente, se divorciou, e o interesse de Gable aumentou. Menos de um mês após o divórcio de Rhea, Gable casou-se com Carole Lombard, em 29 de março de 1939, em Kingman, no Arizona. Era no período da Segunda Guerra Mundial, e Gable foi nomeado pelo Presidente Franklin Delano Roosevelt como Presidente do Comitê de Hollywood para a Vitória, e Carole foi incluída na primeira viagem pelo esforço de guerra, com a finalidade de vender Bônus de Guerra. Em janeiro de 1942, o avião em que Carole e sua mãe estavam caiu, a cinquenta quilômetros a sudoeste de Las Vegas, Nevada, matando as duas.
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Gable sentiu para sempre a perda de Lombard, e em 1976 foi feito um filme, "Gable and Lombard" ("Os Ídolos Também Amam"), contando sobre a tragédia do casal. Um mês após Lombard ter falecido, Gable ainda trabalhou em Somewhere I'll Find You, ao lado de Lana Turner. Gable ficou devastado com a morte de Lombard, e viveu o resto da vida, a despeito dos outros casamentos que teve, na casa em que morara com Lombard, em Encino, Califórnia. Ele voltou a casar e trabalhou em mais 27 filmes, "but he was never the same", comentou, certa vez, Esther Williams, "His heart sank a bit". Em seguida, Gable serviu como voluntário na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Adolf Hitler tinha Gable como seu ator preferido, e durante a Guerra, ao saber de sua presença no front, ofereceu uma recompensa para a sua captura. Após sua volta, recebeu a Cruz de Distinção em Voo, e a Medalha do Ar, por "feitos excepcionalmente meritórios em cinco diferentes missões de combate em bombardeiros". Em 1944, foi promovido a major e desmobilizado. Após o terceiro divórcio de Joan Crawford, ela e Gable tiveram um breve relacionamento. Depois, houve ainda um breve romance com Paulette Goddard, e em 1949, casou-se com Silvia Ashley, viúva de Douglas Fairbanks e Baronesa de Alderly. O casamento teve curta duração e eles se divorciaram em 1952. Em julho de 1955, casou-se com um antigo amor, Kathleen Williams Spreckles, 15 anos mais nova, tornando-se padrasto de seus dois filhos, Joan e Adolph Spreckels III.viveu com Kathleen até o fim de sua vida. Em 16 de novembro de 1959, Judy Lewis, sua filha com Loretta Young, deu à luz Maria, a primeira neta de Gable. Em 1960, sua esposa descobriu que estava esperando o primeiro filho do casal. Mas Gable não viveria para ver o nascimento da criança, John Clark Gable, em 20 de março de 1961.



Morte



Em 16 de novembro de 1960, ao concluir as filmagens de The Misfits ("Os Desajustados"), Gable sofreu um infarto do miocárdio e morreu dez dias depois. Foi enterrado no mesmo santuário que havia construído para Carole Lombard e sua mãe, no The Great Mausoleum, em Forest Lawn Memorial Park, Glendale, Califórnia. Em 1989, a casa de Gable em Los Angeles, Califórnia, foi comprada pelo cantor alemão Thomas Anders e sua esposa, Nora Balling.




 

Olivia de Havillan


A vida antes da fama

Olivia de Havilland nasceu em Tóquio, Japão. Sua mãe, Lilian Augusta Ruse (1886-1975), era uma atriz de teatro, e seu pai, Walter Augustus de Havilland (1872-1968), um advogado de patentes britânico que trabalhava no Japão. Seus pais se casaram em 1914 e se divorciaram em 1919. Sua irmã mais nova é a também atriz Joan Fontaine (nome artístico de Joan de Beauvoir de Havilland, nascida em 1917). Seu primo paterno é Sir Geoffrey de Havilland (1882-1965), pioneiro da aviação britânica e projetista do avião De Havilland Mosquito. Em 1919, quando Olivia ainda tinha dois anos de idade, devido a problemas de saúde de Joan, que tinha anemia na época, a família teve de ir para os Estados Unidos por indicação médica. Lá, estabeleceram-se na cidade de Saratoga, estado da Califórnia. A saúde de Joan melhorou logo depois que a família emigrou. O pai voltou passado algum tempo para o Japão, e o casamento foi dissolvendo-se aos poucos. A mãe deixara a profissão de atriz para se dedicar a educação das crianças, mas ainda assim não deixou de valorizar as artes, pois sempre lia Shakespeare para as filhas, lhes ensinava dicção e impostação de voz. Em 1925 as meninas "ganharam" um padrasto, pois sua mãe casou-se novamente, desta vez com George M. Fontaine, dono de uma loja de departamentos. Foi do sobrenome dele que anos mais tarde Joan se "apossou" para usar no nome artístico. Olivia e sua irmã estudaram na Los Gatos High School, em Los Gatos, e no Convento de Garotas Católicas de Notre-Dame, em Belmont. Hoje a escola de Los Gatos possui um prêmio para jovens atores com o nome de Olivia. Ela participava do clube dramático da escola, e em 1933 fez sua estreia no teatro amador, no papel principal em "Alice in Wonderland", uma produção da Saratoga Community Players.

"Melanie"


Sua carreira alterou-se permanentemente quando interpretou 'Melanie Hamilton Wilkes' na adaptação cinematográfica de "Gone With the Wind", (1939), intitulado E o vento levou no Brasil, que foi a produção mais bem sucedida de Hollywood. Com 22 anos de idade, ela desempenhou magistralmente o papel de "Melanie Hamilton Wilkes", a gentil cunhada da determinada "Scarlett O'Hara", interpretada por Vivien Leigh. De Havilland e Leigh ameaçaram dominar o filme tanto que Clark Gable protestou, e o diretor George Cukor teve de ser despedido por esta razão.







Relacionamentos

De Havilland e Errol Flynn eram conhecidos como um dos mais empolgantes casais de Hollywood nas telas, aparecendo em nove filmes juntos como já visto, mas ao contrário dos boatos, nunca foram ligados romanticamente. Numa entrevista com Gregory Speck, De Havilland declarou: "Ele nunca adivinhou que eu tinha uma queda por ele. Na verdade, eu li em algo que ele escreveu que ele se apaixonou por mim enquanto filmamos A carga da brigada ligeira. Fiquei espantada ao ler, porque nunca me ocorreu que ele fosse se apaixonar por mim." Em outra entrevista citada no Turner Classic Movies, De Havilland afirmou que Flynn lhe fez uma proposta de casamento, mas a atriz rejeitou porque Flynn era, na época, ainda casado com a atriz Lili Damita.

Casamentos

De Havilland casou-se com o escritor Marcus Goodrich em 1946 e ambos se divorciaram em 1953. Da união entre o casal nasceu o filho, Benjamin (nascido em 1949), que tornou-se um matemático e morreu em 1991 após uma longa batalha contra um linfoma de Hodgkin. Após divorciar-se de Goodrich, em 1953, conheceu o jornalista francês e editor da Paris Match Pierre Galante, com quem se casou em 1955 e de quem se divorciou em 1979. A filha do casal, Gisele, nasceu em julho de 1956, quando De Havilland tinha 40 anos de idade. Após o divórcio, de Havilland e Galante continuaram bons amigos, e ela cuidou dele antes de ele morrer em Paris, vítima de câncer no pulmão, que foi o motivo declarado para sua ausência no 70º aniversário do Oscar em 1998.

De Havilland hoje

Residente em Paris desde 1955, De Havilland ocasionalmente faz aparições públicas.Nestes últimos anos ela tornou-se mais próxima da amiga Gloria Stuart, que também foi uma das poucas atrizes dos anos 30 ainda vivas durante a década de 2000. Stuart faleceu no dia 26 de setembro de 2010, aos 100 anos de idade. Olivia compareceu à 75ª cerimônia do Oscar, em 2003. Em 2004, por ocasião do 65º aniversário do lançamento original do filme E o vento levou, o Turner Classic Movies realizou um documentário chamado Melanie Remembers, no qual De Havilland, que é a única viva dentre os quatro atores que protagoniaram o filme, relembra cada momento das filmagens. O documentário de 40 minutos pode ser visto na Edição especial para colecionadores do filme, que vem com 4 DVDs: dois discos para o filme e os outros dois com bônus extra. Em junho de 2006, ela apareceu em homenagem ao seu 90º aniversário na Academy of Motion Pictures Arts & Sciences e no Los Angeles County Museum de Arte. Em abril de 2008, compareceu ao funeral de Charlton Heston. No mesmo ano, também compareceu ao Tributo ao Centenário da atriz Bette Davis. De Havilland foi uma das poucas estrelas com quem a Bette manteve uma boa amizade. Bette, como se sabe, não era lá de grandes amizades, principalmente se fosse com atrizes concorrentes. Mas com Olivia ela sempre se entendeu muito bem, e sempre se referia à De Havilland como sweet Olivia/doce Olivia. Elas apareceram em 5 filmes juntas. Ainda em 2008, aos 92 anos, De Havilland foi agraciada pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush com a Medalha nacional das artes. No ano seguinte (2009), narrou o documentário I Remember Better When I Paint. De acordo com John Lichfield, em 14 de julho de 2009, numa entrevista publicada no The Independent, ela está trabalhando em uma autobiografia. Em 9 de setembro de 2010, aos 94 anos de idade, ela recebeu a Legião de Honra, que é uma ordem de decoração de Cavalaria entregue pelo Presidente da República Francesa. Sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood está localizada em 6764 Hollywood Boulevard.

Leslie Howard

Leslie Howard Stainer, conhecido simplesmente como Leslie Howard (Londres, 3 de abril de 1893Golfo da Biscaia, 1 de junho de 1943) foi um ator britânico nascido na Inglaterra.
O pai de Leslie Howard era húngaro e judeu, e a mãe uma judia britânica. Trabalhou como bancário até o início da primeira guerra mundial, quando se alistou no Exército, e o qual teve que abandonar em 1917 em razão de stress de combate. Foi quando, aconselhado, começou a atuar, como forma de terapia. Começou no teatro e logo estava fazendo sucesso em Londres e em Nova Iorque, encarnando papéis de típico inglês. Howard fez seu primeiro filme em 1930, Outward Bound, uma adaptação de uma peça que ele havia estrelado. Em 1939 interpretou Ashley Wilkes, de ... E o vento levou, personagem que ficaria para sempre associado a sua pessoa. Com o início da segunda guerra mundial, Leslie Howard direcionou suas energias aos esforços de guerra, dirigindo filmes, escrevendo artigos e participando de programas radiofônicos. Morreu quando o avião civil da companhia britânica BOAC, em que viajava de Lisboa para a Inglaterra, foi abatido por aviões da Luftwaffe sobre o Golfo da Biscaia. Espiões alemães em Lisboa confundiram o seu agente, Alfred Chenhalls (corpulento fumador de charuto) com Winston Churchill, que pensaram ser o primeiro-ministro britânico regressando anônimo do norte de África. Leslie Howard casou em 1916 com Ruth Martin e tiveram dois filhos, o ator Ronald Howard e Leslie Ruth Howard. Possui uma estrela na Calçada da Fama, localizada em 6550 Hollywood Boulevard.

Hattie McDaniel

A vida antes da fama

Hattie McDaniel nasceu em Wichita, no Kansas em 10 de junho de 1895. Seus pais eram o pastor batista Henry McDaniel e a cantora gospel Susan Holbert. Sua avó paterna tinha sido uma escrava num grande latifúndio da Virgínia, e seu pai nasceu sob a condição de escravo. Henry McDaniel serviu como soldado no Exército da União durante a Guerra Civil Americana. Hattie era a mais nova de treze irmãos. Sua família viveu brevemente em Fort Collins, no Colorado, na Rua Cherry número 317 (numa casa que existe até hoje), e Hattie estudou na Escola Franklin. Em 1910 ela foi a única afro-americana a participar do evento Women's Christian Temperance Movement, onde veio a ganhar uma medalha de ouro por recitar um poema que ela mesma escrevera, intitulado "Convict Joe". Ganhando o prêmio, ela finalmente percebeu que queria se tornar uma artista na área de entretenimento. Abandonou a escola secundária no segundo ano para viajar pelo país com um grupo de músicos formado por seu pai e os irmãos Otis e Sam. Além de ser a cantora principal do grupo, Hattie também escrevia algumas canções para eles. Após a morte de seu irmão Otis em 1916, o grupo começou a se desestruturar, e Hattie teve de esperar até 1920 para receber outra grande oportunidade como cantora. Naquele ano, ela se juntou ao elenco da peça teatral Melody Hounds, de George Morrison, e recebeu ótimas críticas.

Carreira

A competição para o papel de Mammy foi quase tão acirrado quanto o de Scarlett O'Hara. Eleanor Roosevelt escreveu para o produtor do filme, David O. Selznick, para pedir-lhe que o papel fosse dado à sua própria empregada. McDaniel não achou que o papel iria ser dado a ela, pois era mais conhecida como atriz cômica. Clark Gable queria que o papel fosse dado para ela, e quando Hattie foi fazer o teste vestida num uniforme de empregada, Selznick percebeu que tinha achado sua Mammy.
Hattie McDaniel tem duas estrelas na Calçada da Fama em Hollywood: uma por sua contribuição ao rádio, na Hollywood Boulevard 6933, e outra, pela atuação no cinema, na Vine Street 1719. McDaniel foi destaque na 29th edição dos Black Heritage Series pelo United States Postal Service. O selo de 39 centavos foi lançado em 29 de janeiro de 2006.

Falecimento

McDaniel faleceu aos cinquenta e sete anos de idade, no hospital da Casa para os Artistas de Cinema e Televisão, em Woodland Hills; sua herança somava um pouco menos que dez mil dólares. Vários fãs apareceram no local para relembrarem a vida e as conquistas da atriz. O desejo de Hattie era ser enterrada no Cemitério de Hollywood, juntamente com alguns de seus parceiros do cinema, mas o dono, Jules 'Jack' Roth, se recusou a permitir que uma negra fosse enterrada em seu cemitério. Então, Hattie veio a ser enterrada no Cemitério Angelus Rosedale, em Los Angeles. Em 1999, Tyler Cassity, o novo dono do Cemitério de Hollywood, que mudou o nome deste para Cemitério Hollywood Forever, queria consertar os erros do passado e propôs à familia de McDaniel que ela fosse enterrada no cemitério. Os parentes de McDaniel não quiseram perturbar os seus restos após tanto tempo, e acabaram recusando a oferta. Então, o Hollywood Forever decidiu construir um grande memorial no campo em frente ao lago, dedicando-o a McDaniel. É, hoje, um dos lugares mais populares para os visitantes do cemitério.
McDaniel também foi membro da Sigma Gamma Rho, uma das quatro fraternidades norte-americanas que usam as letras gregas em seu nome e são dedicadas a pessoas negras.

Thomas Mitchell

Thomas Mitchell (Elizabeth, 11 de julho de 1892 - Beverly Hills, 17 de dezembro de 1962) foi um premiado ator e roteirista estadunidense. Mais conhecido por ter interpretado Gerald O'Hara, o pai da heroína sulista Scarlett O'Hara (que foi interpretada pela atriz inglesa Vivien Leigh) no filme ... E o vento levou (1939) foi um dos mais versáteis e prolíficos artistas da época, e um dos poucos premiados com um Oscar, um Emmy e um Tony. O seu grande ano foi o de 1939, onde além de ... E o Vento levou, atuou também em Mr. Smith Goes to Washington (A mulher faz o homem), de Frank Capra, Stagecoach (No tempo das diligências), filme pelo qual recebeu o Óscar da Academia para Melhor Ator (coadjuvante/secundário), entre outros.

Barbara O'Neil

Barbara O'Neil (St. Louis, Missouri, 17 de julho de 1910Cos Cob, Connecticut, 3 de Setembro de 1980) foi uma actriz estadunidense, mais conhecia por sua performance no filme Gone with the Wind (título BR: E o vento levou), de 1939, em que interpretou Ellen O'Hara, mãe da protagonista da trama, Scarlett O'Hara, vivida pela atriz inglesa Vivien Leigh. O desempenho no filme All This, and Heaven Too (título BR: Tudo Isso e o Céu Também), em 1940, rendeu-lhe a indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Neste filme ela contracenou com Bette Davis. A atriz estreou na Broadway em 1930 e fora para Hollywood em 1937, ano em que ocorreu sua estreia no cinema, no filme Stella Dallas (título BR: Stella Dallas - Mãe redentora). Neste filme ela contracenou com Hattie McDaniel, quem encontraria dois anos mais tarde em E o vento levou.

Ann Rutherford

Vida e carreira

Filha de um cantor de ópera chamado John Rutherford e de uma atriz chamada Lillian Mansfield, Ann Rutherford seguiu os passos da mãe e, quando ainda criança, se apresentou em vários programas de rádio, embora sua estreia no cinema ocorresse em 1935 no filme Waterfront Lady. Mais tarde, Rutherford logo apareceria em vários westerns com os famosos atores John Wayne e Gene Autry. Depois disso ela seria colocada sob contrato com a Metro Goldwyn Mayer, a famosa "MGM". Na produtora a atriz apareceu em filmes como A Christmas Carol, de 1938 e Pride and Prejudice (que teve o título de Orgulho e preconceito no Brasil), de 1940, contracenando neste último com Greer Garson e Laurence Olivier. De 1937 até 1942, a atriz interpretou a encantadora "Polly Benedict" na bem sucedida série de filmes Hardy Family. Sua personagem era a namorada do protagonista, "Andy Hardy", interpretado por Mickey Rooney. Ela também estrelou, ao lado de Red Skelton, outra série de filmes que misturava os gêneros mistério e comédia começando com Whistling in the Dark (1941), seguidindo-se com Whistling Dixie (1942), e finalizando com Whistling in Brooklyn (1943). Em 1939 Ann Rutherford foi emprestada à Selznick International Pictures para o filme Gone with the Wind (no Brasil E o vento levou), que foi um monumental sucesso em termos de público e crítica, alcançando a maior bilheteria que um filme já conquistou na história do cinema. Neste filme Rutherford interpretou "Carreen O'Hara", que era uma das irmãs mais novas da protagonista da trama, "Scarlett O'Hara" (Vivien Leigh). Embora fosse um pequeno papel, talvez seja por este trabalho que ela seja melhor lembrada hoje, tudo por causa do enorme sucesso do filme. Atualmente Ann Rutherford participa de alguns eventos ligados à E o vento levou, e, junto com Alicia Rhett, Olivia de Havilland, Mary Anderson e Mickey Kuhn, é um dos cinco atores que foram creditados no filme que ainda estão vivos.
 Destes Alicia Rhett é a mais velha, pois nasceu em 1915. Mickey Kuhn, nascido em 1932, é o mais novo. Ann Rutherford apareceu em vários programas do início da TV, entre os quais, Studio One e Playhouse 90. Embora em 1950 tivesse deixado o trabalho no cinema, ela retornaria aos estúdios em 1972 para o filme They Only Kill Their Masters. Em 1976 trabalharia em seu último longa-metragem, Won Ton Ton, the Dog Who Saved Hollywood. Em 1997, a atriz foi convidada para voltar ao cinema no filme Titanic, onde interpretaria "Rose Calvert", a personagem de Kate Winslet na fase idosa. Ela recusou e o papel acabou indo para outra estrela do cinema antigo, Gloria Stuart, depois de vários outros nomes terem sido cogitados, como o de Olivia de Havilland, com quem Rutherford havia contracenado em E o vento levou. Ann Rutherford foi casada duas vezes. Na véspera do Natal de 1942, casou-se com David May, e tiveram uma menina, Gloria May, em 1943. O casal se divorciou em 1953, e, nesse mesmo ano, ela se casou com William Dozier, que passou a produzir a série de TV Batman. Dozier morreu em 1991.
Em 2005 ela comemorou seu 85º aniversário cercada de muitos parentes e amigos em Beverly Hills, California. Nem Evelyn Keyes (que tinha Doença de Alzheimer), nem Olivia de Havilland, que contracenaram com a atriz em E o vento levou, puderam comparecer. Possui duas estrelas na Calçada da Fama de Hollywood. Sua estrela de cinema está em 6834 Hollywood Blvd. Sua outra estrela é pelo trabalho na televisão e localiza-se em 6331 Hollywood Blvd.

Cammie King

Eleanore Cammack King, mais conhecida como Cammie King (Los Angeles, 5 de agosto de 1934Fort Bragg, 1 de setembro de 2010) foi uma atriz estadunidense.
Sua performance no filme E o Vento Levou, de 1939 onde interpretou Bonie Blue Butler (sua personagem era a filha dos protagonistas da trama, Rhett Butler e Scarlett O'Hara, vividos respectivamente pelos atores Clark Gable e Vivien Leigh) é a atuação mais lembrada pelo público. Cammie King conseguiu o papel neste filme quando acharam sua irmã, Diane, velha demais. Diane sugeriu que tentassem com Cammie, de 5 anos, que fez o teste e foi contratada quase que imediatamente. A voz da atriz-mirim não agradou muito o produtor de E o Vento Levou, David O. Selznick, que sugeriu que ela fosse dublada. Antes de sua morte era, ao lado de Alicia Rhett, Olivia de Havilland, Ann Rutherford, Mary Anderson e Mickey Kuhn, um dos seis nomes do filme que ainda estavam vivos. Destes Alicia Rhett é a mais velha, pois nasceu em 1915. Cammie King, que trabalhou no filme com apenas 5 anos de idade, era a mais nova. Depois de E o Vento Levou, Cammie King só fez mais um filme na vida: em 1942, dublou a corsa Faline em Bambi, de Walt Disney. Depois ela diria, brincando: "Meu auge veio aos 5 anos".
Cammie King faleceu em 1° de setembro de 2010, aos 76 anos de idade vítima de um câncer de pulmão.

Butterfly McQueen

Butterfly McQueen, nome artístico de Thelma McQueen (Tampa, Flórida, 7 de janeiro de 1911 - Augusta, Geórgia, 22 de dezembro de 1995) foi uma atriz estadunidense.
McQueen começou sua carreira estudando dança com o Grupo da Juventude Negra Venezuela Jones, no Harlem. Por ter sempre detestado seu verdadeiro nome, Thelma, ela adotou o nome artístico de Butterfly (traduzido ao português, Borboleta), depois de ter dançado na cena do balé das borboletas na produção do grupo de Sonho de Uma Noite de Verão (1935). McQueen apareceu pela primeira vez na Broadway na comédia de sucesso Brother Rat, 1936. George Abbott deu-lhe um papel ainda melhor em outra comédia: What A Life, um papel que ele moldara à personalidade dela. Foi enquanto fazia este espetáculo que ela foi notada por David O. Selznick, produtor do filme Gone with the Wind (br: E o Vento Levou, de 1939), onde ela interpretou Prissy, talvez o papel pelo qual hoje ela seja melhor lembrada. Sua personagem era a criada da protagonista da trama, Scarlett O'Hara, que foi vivida por Vivien Leigh. Depois de ter interpretado Prissy, McQueen ainda viveu várias outras empregadas domésticas em vários outros filmes.
Durante as filmagnes de E o Vento Levou, Butterfly McQueen e Hattie McDaniel (que no filme interpretou Mammy, a babá de Scarlett) eram bastante unidas uma à outra. Anos mais tarde, as duas também trabalhariam juntas no programa de rádio de McDaniel, Beulah.
Em 22 de dezembro de 1995 houve um incêndio na casa de Butterfly McQueen, provocado acidentalmente enquanto ela tentava ativar um aquecedor, utilizando querosene. McQueen, que teve mais de 70% do corpo queimado, não resistiu e morreu. A atriz completaria 85 anos a menos de um mês após o ocorrido.

Fred Crane

Fred Crane, nome artístico de Herman Frederick Crane (New Orleans, 22 de março de 1918Atlanta, 21 de agosto de 2008), foi um ator estadunidense que trabalhou no cinema e na televisão, e também como anunciador do rádio. É mais lembrado hoje por sua performance no filme E o Vento Levou, de 1939, onde interpretou Brent Tarleton, um dos amigos da protagonista, Scarlett O'Hara (Vivien Leigh). Ele sofria de diabetes e faleceu em decorrência de complicações da doença, informou sua esposa ao Atlanta Journal-Constitution. Crane, que tinha 90 anos, morava com a mulher em Barnesville, sul de Atlanta (EUA), onde mantinha o "Tarleton Oaks", café que homenageava Brent Tarleton, seu personagem no épico de guerra. Depois do sucesso de E o Vento Levou, o ator trabalhou em seriados famosos de TV, como Perdidos no Espaço e Viagem ao Fundo do Mar. Fred Crane casou cinco vezes e deixou quatro filhos, oito netos e um bisneto.

Mickey Kuhn

Mickey Kuhn (Waukegan, 21 de setembro de 1932) é um ator americano.Aos 7 anos de idade, trabalhou no filme "...E o Vento levou." ("...Gone Whit The Wind."), no papel de Beau Wilkes, filho de Melanie e Ashley.

Alicia Rhett

Alicia Rhett (Savannah, 1 de Fevereiro de 1915) é uma pintora estadunidense. Como atriz, é mais lembrada por sua atuação no filme E o vento levou ("Gone with the Wind", 1939), onde interpretou India Wilkes, um papel pequeno, porém de certa importância na trama: India era inimiga da protagonista Scarlett O'Hara (Vivien Leigh).

Vida e Carreira

Alicia Rhett nasceu na cidade de Savannah, estado da Geórgia. Sua mãe era Isabelle Murdoch, uma imigrante de Liverpool, Inglaterra e seu pai era Edmund M. Rhett, um oficial do exército. Após a morte do seu pai durante Primeira Guerra Mundial, Alicia e sua mãe mudaram-se para Charleston, Carolina do Sul, e ela passou a trabalhar como uma atriz local do Teatro de Charleston.
E Tudo o Vento Levou / ... E o Vento Levou. Por seu desempenho na peça Lady Windermere's Fan, em 1936, Alicia Rhett foi encaminhada pelo diretor de Hollywood George Cukor, admirado por seu encanto e beleza. O diretor indicou-a para o papel principal, Scarlett O'Hara (que ficou para a inglesa Vivien Leigh), após o produtor David Selznick ter comprado os direitos a Margaret Mitchell, autora do romance. Isso em nada resultou para Alicia. Depois disso ela também foi testada para o papel de Melanie Hamilton, o que também não resultou em nada, pois Melanie acabou sendo interpretada por Olivia de Havilland. Em março de 1937, Cukor ofereceu a Rhett o papel de India Wilkes, como prêmio de consolação. Apesar de ter sido um papel menor, a personagem tinha uma certa importância na trama, pois era prima e cunhada da personagem de Olivia de Havilland no filme, e era inimiga da personagem de Vivien Leigh.
Após o sucesso de E o Vento Levou, Rhett deixou Hollywood e retornou a Carolina do Sul e decidiu deixar a carreira de atriz 1941, alegando uma falta de papéis apropriados. Mais tarde ela trabalharia como anunciadora de rádio na estação WTMA, em Charleston.
Atualmente, ao lado de Olivia de Havilland, Ann Rutherford, Mary Anderson e Mickey Kuhn, Alicia Rhett é um dos cinco nomes do filme que ainda estão vivos. Destes Alicia é a mais velha, pois nasceu em 1915. Mickey Kuhn, nascido em 1932, é o mais novo.

Alicia Rhett, pintora

Logo antes de aparecer em E o Vento Levou, Rhett tinha tornado-se também uma artista de esboço e pintora de retrato. Durante as filmagens de E o Vento Levou, fazia esboços e desenhos de atores companheiros. Rhett ilustrou também um número de livros, incluindo South Carolina Indians (1965) de autoria de Beth Causey e Leila Darby.

Mary Anderson

Mary Anderson, nome artístico de Bebe Anderson, (Birmingham, Alabama, 3 de abril de 1920) é uma atriz estadunidense. Prestes a completar 19 anos de idade, Mary Anderson fez sua primeira aparição no cinema como Maybelle Merriwether no filme Gone with the Wind (E o Vento Levou) (1939). Atualmente, ao lado de Alicia Rhett, Olivia de Havilland, Ann Rutherford e Mickey Kuhn, Mary Anderson é um dos cinco nomes, dos que foram creditados no filme, que ainda estão vivos. Destes Alicia Rhett é a mais velha, pois nasceu em 1915. Cammie King, que trabalhou no filme com apenas 5 anos de idade, é a mais nova. Com o fim de sua carreira no cinema, nos anos 50, trabalhou ocasionalmente na televisão, por exemplo, como Catherine Harrington em Peyton Place.
Mary Anderson casou-se com o cineasta Leon Shamroy em 1953 e ficou com ele até a sua morte em 1974. Foi creditada às vezes sob seu nome do nascimento Bebe Anderson.
Fonte pt.wikipedia.org, saiba mais! >>


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2 comentários :

Anônimo disse...

o melhor filme que já assisti,pena que ñ era nascida na época,queria tanto ter conhecido Vivien leigh.a eterna kate Scarlet O'hara.

Anônimo disse...

sempre sera o maior filme de todos

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